

28/07/2015 15h50
Antagonista
É difícil explicar que: o que parece natural e Publicado por Mari S Alexandre em 28/07/2015 às 15h50
Copyright © 2015. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. 28/07/2015 15h19
Perdoar
Pedido de Perdão
Atitude linda e singela é o pedido de perdão,
Mari Silva Publicado por Mari S Alexandre em 28/07/2015 às 15h19
Copyright © 2015. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. 16/06/2015 08h29
Acordar de um pesadelo
Gostava de me ver adornada pelo brilho das joias, onde nelas refletiam sua insignificância.
todas minhas joias, As joias de uma companheira de três décadas, A mãe dos filhos amados.
Dormia eu, e acordava com a mesma pergunta. principalmente, por nunca ter ouvido uma história em que o companheiro roubara as joias da esposa para presentear sua amante.
De repente, minha mente foi clareada, quando descobri que para ele a mulher não tem a menor importância. A importância está nas joias que adornam a mulher, seja ela quem for, que o estiver acompanhando.
Ao caminhar ao seu lado o corpo revestido de joias, não será notado, somente sua presença. A mulher nada significará. Nem mesmo do rosto feminino lembrarão, pois estará ofuscado pelas joias que desfilam em seu corpo.
O que importa para ele é o enxergarem como um magnata generoso, que cobre sua "dama" de ouro e prata.
A insignificância foi que o tornou em um marginal. E diante dessa visão e dessa real compreensão, eu pude aliviar a minha dor e a dor dos meus rebentos, que se sentem igualmente lesados e insultados pelos seus atos insanos que primam pela criminalidade. O que poderia eu esperar de um homem que teve, durante todos os anos de nossa vida em comum, e continua tendo, como melhor amigo garrafas de whisky, ou garrafas de vodka, e um copo qualquer? Publicado por Mari S Alexandre em 16/06/2015 às 08h29
Copyright © 2015. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. 27/04/2015 10h07
Benção
Vida esplendorosa, sol que ilumina. Pássaros que gorjeiam todas as manhãs.
Flores que sorriem contentes através da vidraça com vista para o jardim.
Cão que expressa todo seu amor, e dorme tranquilo entre um carinho e outro.
Alma que se sente acariciada pelo amor daqueles de quem ama.
Vida esplendorosa, não quero te perder, nem me perder de mim, Só quero me perder em ti.
Vida: sonho que realizo, diariamente, em te viver.
Publicado por Mari S Alexandre em 27/04/2015 às 10h07
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Carta para uma amiga
Moro no lado de cá, há quase 25 anos. Tenho mais tempo de América do que de Brasil. Respeitar o espaço alheio é algo que faz parte da cultura americana. Confesso que no início foi um pouco difícil me acostumar... Não poder visitar alguém sem antes avisar. Festas de aniversário com convites individuais (sendo que eu tenho dois filhos, e muitas vezes somente um recebia o convite e o outro eu tinha que fazer programa diferente com ele para que não se sentisse preterido), pontualidade nos horários, etc. Hoje, me acostumei. Faz parte da minha vida, e é algo natural. Só quando fico no Brasil, é que percebo que um pouco de informalidade também vai bem. É claro que todos querem carinho, aconchego, atenção, e tudo mais. Tudo isso é muito bom. O que não é bom é a invasão. Algumas pessoas passam dos limites. O limite é algo bacana. Ele se traduz de várias maneiras: educação, bom senso, noção de espaço, principalmente do espaço alheio, etc. É claro que , por mais que gostemos de alguém e essa pessoa queira nossa atenção total, ela será uma pessoa chata, que continuaremos a gostar, mas com reservas. Entretanto, há algumas invasões que nos fazem um grande bem. Lembro de um episódio: Em Lambari aos domingos me era servido o café da manhã pela moça que trabalhava mesmo sendo o seu dia de folga. Quando eu acordava estava lá um bom café me esperando. Houve um domingo que a moça viajou. Era cedinho e ouvi alguém me chamando (pensei ainda meio sonolenta: ninguém merece!). Vesti o robe e fui atender ao chamado. Era a minha doce amiga Sylvia - que caminhara lá do centro da cidade, onde mora, com flores do campo em suas mãos, trazidas para presentear-me - que havia ido me preparar o café da manhã. Ela chegou com um lindo sorriso, entregando-me as flores, me preparou o café, me beijou, e foi embora. Como ela já havia tomado café não quis ficar, pois ia à missa... Ela se foi e a emoção que senti me trouxe algumas lágrimas. Eu também tenho esse jeito de fazer coisas que as outras pessoas já fizeram ou que gostariam de fazer para me sentir mais próxima delas. Corrigindo, não faço para me sentir mais próxima; sinto-me mais próxima fazendo. É uma sensação de prazer. É verdade, há muitos tipos de abraços, às vezes recebemos os que gostamos outras vezes recebemos os que gostam de nos dar. Há pessoas que são diferentes, que marcam diferente. E são gostadas por serem assim, como é o caso do Paulo Hecker Filho. Com tanto amor que ele tinha para dar ao Mario Quintana, acabou encontrando uma maneira de deixá-lo feliz sem sufocá-lo, sem obrigá-lo a retribuir na mesma medida. Sábio.
Publicado por Mari S Alexandre em 26/04/2015 às 11h39
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