

Billy boyA vida é transitória. O tempo é implacável: passa arrasando e deixando sua marca, sua impressão digital, transformando a aparência humana, trazendo o envelhecimento, as dores e preparando silenciosamente o ser para a despedida. No entanto, o ser humano é resistente; evolui e se aprimora. Nossa vontade, nossos desejos e interesses não morrem, apenas se modificam com o amadurecimento. Com o passar dos anos, aprendemos a dar valor àquilo que realmente importa. A única coisa boa que o tempo nos traz é a percepção de que a vida é efêmera e de que não devemos desperdiçá-la com o que é pequeno. Quanto ao Billy, o seu cão, ele partirá em breve — alguns poucos anos, talvez, ainda lhe serão permitidos; quem poderá dizer? — e você já antecipa a tristeza e o desespero de ter que reaprender a viver sem ele. Não será fácil. Mas é necessário. Quando perdi o Bentley, com quase 11 anos, eu adoeci. No primeiro mês após a sua partida, eu não conseguia seguir a vida normalmente. Minha vizinha precisou fazer comida para mim durante um mês (eu lhe paguei, obviamente). Durante dois anos, vivi um luto profundo porque a minha vida havia perdido o sentido. Meus planos eram envelhecer junto com o meu cachorrinho, mas o destino mudou o roteiro. O destino interfere justamente naquilo que jamais gostaríamos que mudasse. Não somos donos nem de nossas próprias vidas .Marcelo, quando o Billy se for, você terá que passar pela dor da perda. Terá que viver sem a companhia dele, e esta será uma etapa difícil que você precisará enfrentar. Não há como evitar. A morte não negocia; ela chega para todos os seres viventes. A lembrança à qual você deve se apegar é a da gratidão por tantos anos de felicidade que o seu cãozinho lhe proporcionou. Aproveite toda essa paz e os momentos lindos que vocês ainda estão vivendo. O cão nos permite amá-lo como sabemos e podemos. Ele aceita o nosso amor na íntegra e está sempre ao nosso lado. Tudo o que ele nos oferece é na medida certa. O cão nos dá companhia em silêncio — algo que nenhum outro ser humano é capaz de fazer. Deus escolhe a hora de levar seus viventes terráqueos. Se é ou não o momento certo, cabe a Ele decidir e a nós aceitarmos. Essa é a vida de cada um: aprender a conviver com o inesperado. Simples assim. Mari S Alexandre
Enviado por Mari S Alexandre em 24/08/2026
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