Mari  Silva Alexandre

Sou flor, Sou amor. Sou Dor, Sou amor. É nisto que me resumo.

Textos


Apesar de para mim o ano de 2025 ter sido um bom ano, pois minha família está bem, com saúde e felicidade, eu me realizo através destes fatos. Este ano, o que parecia improvável aconteceu, eu fui visitar os meus netos, que vivem nos Estados Unidos. A pedido, cada noite, eu dormi com um deles, durante o tempo em que estive em suas casa. Foram noites muito especiais, com as crianças maravilhosas, que são os meus dois netos. Meu filho e minha nora são dedicados aos filhos e estão fazendo um excelente trabalho com o Emílio e a Felicity Bell. Minha neta e meu neto são crianças muito educadas e cordiais. Creio que o fato de não usarem celulares e não assistirem televisão contribui para o encantamento das duas crianças de três e de cinco anos, que adoram brincar, passear e socializar com outras crianças.

Meu filho caçula, comprou sua primeira propriedade de 130 metros quadrados, aos trinta e quatro anos de idade, e a quitou. É um apartamento de dois quartos e de dois banheiros, sendo uma suíte, cozinha montada, em conceito aberto. O Lucas trabalha em casa e agora ele tem seu escritório, pois antes ele morava em um belo apartamento de um quarto e dividia a grande sala de estar, com seu escritório, o que era algo que ele não gostava. Essa conquista encheu o meu coração materno de contentamento.

O meu primogênito tem uma clínica de psiquiatria, onde atende seus clientes, ele me disse que o termo paciente não é mais usado, o que achei interessante. Neste mundo em que vivemos, algumas pessoas procuram com quem conversar e que possam manter confidencialidade, o que é muito importante, e este fato não as tornam pacientes e sim, clientes. O que faz todo o sentido.

Minhas noras estão seguindo suas vidas fazendo o que gostam e se aprimorando em coisas novas, as quais escolheram fazer para dar sentido às suas existências.

Eu penso sobre a vida e sobre o curto tempo que se tem, para se usar tudo de maravilhoso que se opta em aprender, dedicando a esses aprendizados, grande parte do tempo que se tem disponível. É preciso aproveitar o tempo, pois se parte sabendo muito pouco de tudo o que se poderia aprender.

Neste parágrafo começo a falar do apesar de: Este ano Israel cessou a carnificina em Gaza. Dizem que a guerra entre Israel e a Palestina acabou. Isto é o que dizem. Os palestinos não guerrearam com Israel, eles foram atacados diariamente. Israel matou milhares de palestinos, destruiu Gaza, desalojou outros milhares. Os judeus são considerados bons. Os palestinos são considerados terroristas. O que será que faz o mundo defender esse tipo de bondade? Eu não faço ideia.

Lula enfrentou Trump e fez valer a soberania brasileira. O Brasil é dos brasileiros de bem e dos brasileiros do mal. Enfim, estamos juntos e misturados. O importante é lembrarmos a outras nações que somos um povo soberano e que jamais seremos quintal de grandes potências.

Contraditoriamente, a vontade do povo não é soberana. Somos mal representados pelos parlamentares e não há como usar da dita vontade soberana para exoneramos os péssimos representantes que fazem parte do Congresso Nacional.

Fico pensando se em uma democracia o voto deve ser obrigatório.

Líderes que atentaram contra a democracia foram presos.

O Congresso Nacional é defensor de criminosos. Sempre arruma maneiras de proteger políticos e milionários. Enquanto que, a soberania do povo se curva ou se ajoelha às decisões irrelevantes e inconstitucionais.

O ministro Alexandre de Moraes representa a justiça brasileira, da melhor maneira que ele consegue. Apesar de tantos ataques pessoais, ele segue firme em sua honra. Alexandre de Moraes é um alento ao Brasil.

Este ano, apesar de eu ter sofrido algumas torturas psicológicas por parte de herdeiros unilaterais, em um processo de inventário, ao qual inventario, eu continuo firme e inteira. A minha formação, ao longo dos anos, me tornou numa pessoa, que não se transforma em pessoa má, de acordo com os maus julgamentos alheios. Eu me protejo da maldade alheia, da melhor maneira que eu posso. Aprendi com meus pais que Deus está em cada um de nós e se revela diariamente, em nossas boas ações. Sigo sendo boa, não somente nas minhas atitudes, mas também nos meus mais íntimos pensamentos. Desejo ao próximo coisas boas, não por acreditar que elas retornarão para mim, mas por querer que os meus semelhantes tenham o melhor que a vida lhes possa oferecer. O que é que eu ganho com isto? Eu ganho leveza, brilho no olhar e sorriso sincero.

Durante este ano de 2025, eu fiz muitas coisas boas e bonitas, que se traduziram neste condomínio florido, espólio do meu tio e padrinho, que tanto nele se empenhou e se dedicou. Se o meu padrinho pudesse ver, como o condomínio está colorido, ele ficaria muito satisfeito. Meu padrinho e minha mãe eram gêmeos. Dentro deles existiam jardins bem cuidados e coloridos. Eles, também, plantaram em si e em meu ser, muita beleza e encantamento. Assim, como ambos, eu amo a natureza. Eu amo plantas, flores e jardins. Eu amo animais. Eu sinto muita falta do Bentley, meu cão, que partiu no ano de 2021, no dia 12 de junho. A lembrança do tempo em que eu e o Bentley vivemos juntos, me conforta. Sinto muitas saudades da minha mãe e do meu padrinho. Num destes dias, eu encontrei, entre as muitas fotos do meu amado, fotos de quando eu era bebê e me emocionei. “O que gosto nas fotografias é que elas capturam um momento que se foi para sempre, impossível de reproduzir.”

Neste ano, eu ainda consigo me reconhecer no espelho. Sei que com os anos sendo vividos, a tendência é cada vez mais ir-se distanciando de quem se era fisicamente. No entanto, interiormente, continua-se ainda mais incrível, apesar da aparência física afastar o interesse pelos encantos que se encontra no interior, da aparência que os anos, impiedosamente, transformaram.

Dizem que Deus criou tudo com perfeição, eu tenho minhas dúvidas. Não somente porque não consigo alcançar e lavar, naturalmente, as minhas costas, mas também porque todo o meu aprimoramento, que lutei e luto para conquistar, em poucos anos, não me será útil. À medida que o tempo vai passando menos se vai utilizando o que se aprendeu, infelizmente. Quem tem habilidade, aproveita para escrever um livro. Os que não têm, ficam em silêncio. Uma pessoa aos oitenta anos, ainda é jovem, no entanto, o invólucro contradiz. Ao se sentir na plenitude, a hora da despedida da vida vai se aproximando. A pergunta que fica é: O que será que é feito de todo o sentimento, do conhecimento adquirido, da aspiração? Eu não sei. Parece-me que ao fechar os olhos para sempre, tudo se finda. O que se deixa é a saudade nos corações daqueles a quem conquistamos o amor. Portanto, investir na bondade, é um excelente investimento. Morrerei sabendo que estarei viva nos corações daqueles a quem me dediquei. E isto não é pouco, não. Levarei comigo todo o amor conquistado e a satisfação de todos os bens morais e materiais, que por mim, serão deixados. Desta vida se deixa muito, mas também se leva.

O dia de hoje é o dia mais importante; porque nos oferece um bom passado para se lembrar (lembrar é reviver), um bom dia para se viver e uma esperança de um futuro promissor em todos os sentidos.

Em suma, este ano se despede graciosamente e aspira pelo próximo ano, com a esperança de que não haja guerras e que as pessoas sejam mais tolerantes umas com as outras. Que o amor seja uma realidade aplicada, na convivência de todos os dias e de todas as pessoas.

Eu amo viver. Sempre digo que: Vivo hoje, morrerei somente amanhã.

 

 

 

 

Mari Silva Alexandre

 

Mari S Alexandre
Enviado por Mari S Alexandre em 16/12/2025
Alterado em 18/12/2025


Comentários

Tela de Claude Monet
Site do Escritor criado por Recanto das Letras