

A morte tem sua beleza.
Aqueles que amam o morto têm a oportunidade de o admirarem em seu sono profundo. De lamentarem a
falta que, dele, sentirão, relembrando os bons momentos. Tentam esquecer de tudo o que não tenha sido bom, ou de tudo o que não tenha sido bonito para ser lembrado. Choram em demonstração de profundo sentimento de perda. Prestam homenagem usando vestes de cor preta, simbolizando a dor sentida, causada pela ausência do estimado morto. Ah! Que pena que o morto não tenha participação em todos esses gestos criados em prol de sua despedida e de sua partida. Aliás, o falecido nem tomou conhecimento de sua morte, portanto ainda vive e viverá enquanto aqueles que o amam viverem. A morte tem sua beleza. Há quem acredite que a morte transforma o ser em estrelas, há quem acredite que a morte transforma o ser num sujeito festeiro, pois o imagina celebrando no céu diariamente. Há quem acredite que todos serão bons. Aqueles que não eram bons, se arrependerão com o perdão divino. Eu acredito que o ser se divide ao morrer. Isto mesmo! Ele se divide em dois: A parte boa de si vai para o céu e a parte má de si vai vai para o inferno. Assim todos ficarão felizes e juntos eternamente. Haverá, então, festas diárias no céu e no inferno. E todos serão felizes para sempre. Mari S Alexandre
Enviado por Mari S Alexandre em 23/02/2015
Alterado em 23/02/2015 Copyright © 2015. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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