

Era uma vez, numa aldeia onde moravam pessoas muito crédulas, foi espalhado a história de um lobo que era mau e não gostava de crianças. O lobo,
acreditavam todos da aldeia que ele, morava na beira do riacho. Os caçadores não conseguiam caça-lo, mas o assustavam para que ele não se aproximasse das crianças. O lobo era temido. Sua fama de mau já havia se espalhado. O pobre lobo sofria com tantas discriminações e péssima fama. Pois, na verdade, ele não se lembrava de ter feito qualquer coisa que pudesse incriminá-lo. Alice, uma menina ruiva e teimosa, que era filha única, gostava de passear, quando fugia de sua casa, nas tarde de outono, na beira do lago, para jogar pedrinhas e ouvir o barulho que fazia na água ao formar um pequeno chafariz. O lobo sempre a observava, em silêncio, para não assustá-la, pois gostava daquela visão, que nas tardes em que ela aparecia, ele contemplava. E assim, muitas tardes se passaram, até que, em uma delas, um homem mau aproximou-se da bela menina, e o lobo ficou de olhos bem abertos, para ver o que estava acontecendo, pois nunca o havia visto antes. O tal homem não se parecia com seus pais ou com os caçadores da região. Quando a menina ruiva começou a gritar, o lobo avançou nele, machucando e assustando-o a ponto dele, assim que recuperou suas forças, poder fugir. A menina agradecida, abraçou o lobo e o convidou para brincar com ela na beira do riacho. Todas as tardes, a menina passou a encontrar seu novo amigo. E manteve em segredo a amizade com o lobo, pois sabia que se contasse para os adultos eles não acreditariam e com certeza matariam seu tão doce e protetor amigo. Mari S Alexandre
Enviado por Mari S Alexandre em 11/09/2014
Alterado em 25/07/2015 Copyright © 2014. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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