Mari  Silva Alexandre

Sou flor, Sou amor. Sou Dor, Sou amor. É nisto que me resumo.

Textos


proxy?url=http%3A%2F%2F4.bp.blogspot.com%2F-YTH2tBofJqk%2FU844J7K0U0I%2FAAAAAAABLso%2FJU5ohv02wAo%2Fs1600%2Furl-1.jpeg&container=blogger&gadget=a&rewriteMime=image%2F*
Eu sonhava em ser livre; em ser como um pássaro; em ser algo além de mim mesma. Lembro-me da história do Fernão Capelo Gaivota que desde os cinco anos de idade, depois de ter lido, me impressionou. E, desde então, eu nunca mais deixei de lembrá-lo. Como se em cada pensamento atordoado - a brava gaivota se fizesse presente me lembrando de sua coragem em alçar um vôo mais alto. A vontade de soltar as amarras persistia e insistia em ser quebrada. Era necessário arrebentá-las. Eu havia conquistado uma família, um grande amor, uma profissão, alguns bons amigos. Sim, eu tinha o essencial. Mas, a enorme curiosidade em saber quem eu era sobrevivia.
Um belo dia arrebentou-se as correntes que me prendiam a mim mesma. Que me separavam do autoconhecimento. Então, eu fiz as bagagens e parti para um lugar predestinado. Mas, não como um ser que estivesse fadado a continuar sendo o mesmo de que todos gostavam e que assim permaneceria. Aquele ser que se encaixava em todas as vidas e que não se sentia vivendo a sua própria vida. Um ser sem cor, por ter todas as cores que nele pintavam.
No inicio de minha nova vida nada parecia ter mudado. Ao mesmo tempo em que dentro de mim, tudo começava a se movimentar em outras direções. Na verdade, desde o momento em que eu havia decidido recomeçar, havia a certeza de que iria me encontrar em algum dos meus recantos interiores.
Com o passar do tempo eu vim descobrindo muitas coisas a meu respeito que passaram despercebidas por eu não saber ouvir as minhas vozes internas. Descobri o quando eu valorizo estar sozinha, o quanto eu gosto de tomar as minhas próprias decisões sem interferências, o quanto eu dou importância em fazer coisas simples, sem que estas coisas pareçam ser complicadas. Eu reafirmo para mim, o quanto não suporto cobranças e controles. E, eu vou seguindo em frente sem as correntes que me amarravam em mim mesma.
Eu estou solta, estou leve, e, me sinto livre. Livre para ser eu mesma! Cheia de esperanças. Esperanças em mim

 
Mari S Alexandre
Enviado por Mari S Alexandre em 08/05/2014
Alterado em 24/07/2015
Copyright © 2014. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.


Comentários

Tela de Claude Monet
Site do Escritor criado por Recanto das Letras