Mari  Silva Alexandre

Sou flor, Sou amor. Sou Dor, Sou amor. É nisto que me resumo.

Textos


Durante os anos que foram vividos em função da minha formação acadêmica, noites e dias foram dedicados aos estudos, onde muitas coisas aconteceram. Algumas, por sinal, ruins, que foram com esforços sendo superadas, pois o objetivo de aproveitar o curso, ao máximo, era maior do que qualquer outra coisa que pudesse impedir o mesmo de ser concluído.
Um dos meus sonhos era o de celebrar o dia da minha formatura na companhia de alguém que fosse, verdadeiramente, especial para mim.
Minha família mora distante (fora do país)de antemão, eu sabia que, provavelmente, estaria sozinha, não fosse por um grande amigo meu, certificar-me de que estaria presente nessa data tão especial em minha vida. Não era uma formação qualquer; era uma conquista com um enorme significado, principalmente por tudo aquilo que eu havia enfrentado e superado, em prol da mesma.
Meu amigo sabia o quanto aquele curso significava em minha vida. Mesmo porque ele conhece toda minha historia de vida.

Algumas vezes, eu duvidava que  ele fosse poder estar presente no evento, porque apesar da manifestação de seu intenso desejo em estar, sua trajetória de vida foi sendo marcada por desejos não realizados. Tudo em sua vida sempre foi utópico. Esse amigo sempre preferiu  sonhos vividos em sua imaginação, onde nunca fora preciso densenvolver seus esforços para conquistar os mesmos. Gostava assim, de viver cercado por pessoas que pudessem viver, com ele, alguns de seus sonhos, sem que fosse preciso ter envolvimentos diretos com ele.
O que esse amigo mais gosta de fazer em sua vida
 é de sonhar, de conversar e de dormir. Nada mais do que isso, o interessa. Disto eu sempre soube.
O tempo foi passando, o meu  curso superior havia terminado e o 'grande dia' havia chegado.

Como  imaginei, no dia da Colação de Grau e do baile de minha formatura, eu me encontrava sozinha. 
Aliás, eu não estava completamente sozinha, pois suas mentiras e suas desculpas me acompanharam durante todo o evento daquele dia, tão sonhado por mim.
Aquelas vozes que eu não havia convidado, gritavam nos meus ouvidos sobre  coisas que haviam sido ditas por ele, acumuladas às imagens de cenas vividas  e de palavras ouvidas durante anos, foram se repetindo em minha mente. Havia tantas  mentiras que foram ouvidas ao longo de quatro nos, que não deu para serem revistas num único dia. Entretanto, as mentiras
 que me fizeram companhia, naquele dia, foram suficientes para que eu tomasse uma importante decisão em minha vida: afastar-me daquele amigo mentiroso e dissimulado, para sempre.
Foi o que, então, eu fiz.

Depois do meu afastamento, tudo ficou ainda mais claro e  evidente, e isso se deu com sua própria ajuda. No dia a dia, suas atitudes tacanhas, o foram confirmando um ser desprezivel. Ele demonstrou ser, quem eu nunca cri.
Ele demonstrou ser uma pessoa mesquinha; foi demonstrando ser o mau caráter que eu teimei em não enxergar.

Foram dias difíceis de serem enfrentados, perante tal realidade, recheiada de mentiras que já   eram, por mim, sabidas, mas que haviam sido aceitas, ingenuamente, como se fossem verdades. Ele sempre foi um sujeito labioso, e eu era, uma completa tonta e  cega. 
Felizmente, apesar da grande mágoa, eu acordei daquele pesadelo que empacava minha vida.
Eu tenho o grande defeito de precisar de muitas comprovações para acreditar na maldade alheia.  Todavia, quando a percebo comprovadamente, nada me faz retornar ao ponto de onde eu parti para nunca mais voltar.
Mari S Alexandre
Enviado por Mari S Alexandre em 25/11/2015
Alterado em 27/11/2015
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