Mari  Silva Alexandre

Sou flor, Sou amor. Sou Dor, Sou amor. É nisto que me resumo.

Meu Diário
28/07/2015 15h19
Perdoar

Pedido de Perdão

 

Atitude linda e singela é o pedido de perdão,
pois é com que vem todos os sentimentos verdadeiros
de arrependimento por coisas que ferem e magoam.

Há pessoas que erram, porque é da própria
natureza cometer erros e equívocos.
Nem todos tem a grandeza e a humildade
de se desculparem.

O ato de se redimir num perdão 
é sentir vontade e deixar solto o coração.
Revelando a alma e a essência com candura.

Perdoar o ser que se arrepende, é um ato de amor.
Nem sempre o perdão é dado em palavras,
e sim, com o silêncio do coração.

 

Mari Silva


Publicado por Mari S Alexandre em 28/07/2015 às 15h19
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16/06/2015 08h29
Acordar de um pesadelo

Gostava de me ver adornada

pelo brilho das joias, onde nelas

refletiam sua insignificância.


Custei a entender por que havia me roubado

todas minhas joias,

As joias de uma companheira de três décadas,

A mãe dos filhos amados.

 

Dormia eu, e acordava com a mesma pergunta.

principalmente, por nunca ter ouvido uma história

em que o companheiro roubara as joias da esposa para

presentear sua amante.

 

De repente, minha mente foi  clareada,

quando descobri que para ele a mulher não tem a menor importância.

A importância está nas joias que adornam a mulher,

seja ela quem for, que o estiver acompanhando.

 

Ao caminhar ao seu lado o corpo revestido de joias,

não será notado, somente sua presença. A mulher nada significará.

Nem mesmo do rosto feminino lembrarão, pois estará ofuscado

pelas joias que desfilam em seu corpo.

 

O que importa para ele é o enxergarem como um magnata generoso, que cobre sua "dama" de ouro e prata.

 

A insignificância foi que o tornou em um marginal.

E diante dessa  visão e dessa real compreensão,

eu pude aliviar a minha dor e a dor dos meus rebentos,

que se sentem igualmente lesados e insultados

pelos seus atos insanos que primam pela criminalidade.

O que poderia eu esperar de um homem que teve, durante todos os anos de nossa vida em comum, e continua tendo, como melhor amigo  garrafas de whisky, ou  garrafas de vodka,  e um copo qualquer? 


Publicado por Mari S Alexandre em 16/06/2015 às 08h29
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27/04/2015 10h07
Benção

Vida esplendorosa, 

sol que ilumina.

Pássaros que gorjeiam

todas as manhãs.

 

Flores que sorriem

contentes através

da vidraça com vista

para o jardim.

 

Cão que expressa

todo seu amor, e

dorme tranquilo entre um carinho

e outro.

 

Alma que se sente acariciada

pelo amor daqueles de quem ama.

 

Vida esplendorosa,

não quero te perder,

nem me perder de mim,

Só quero me perder em ti.

 

Vida: sonho que realizo, diariamente,

em te viver.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Publicado por Mari S Alexandre em 27/04/2015 às 10h07
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26/04/2015 11h39
Carta para uma amiga

     Moro no lado de cá, há quase 25 anos. Tenho mais tempo de América do que de Brasil.

      Respeitar o espaço alheio é algo que faz parte da cultura americana. Confesso que no início foi um pouco difícil me acostumar... Não poder visitar alguém sem antes avisar. Festas de aniversário com convites individuais (sendo que eu tenho dois filhos, e muitas vezes somente um recebia o convite e o outro eu tinha que fazer programa diferente com ele para que não se sentisse preterido), pontualidade nos horários, etc.

     Hoje, me acostumei. Faz parte da minha vida, e é algo natural. Só quando fico no Brasil, é que percebo que um pouco de informalidade  também vai bem.

  É claro que todos querem carinho, aconchego, atenção, e tudo mais. Tudo isso é muito bom. O que não é bom é a invasão. Algumas pessoas passam dos limites.

     O limite é algo bacana. Ele se traduz de várias maneiras: educação, bom senso, noção de espaço,  principalmente do espaço alheio, etc.

      É claro que , por mais que gostemos de alguém e essa pessoa queira nossa atenção total, ela será uma pessoa chata, que continuaremos a gostar, mas com reservas. 

     Entretanto, há algumas invasões que nos fazem um grande bem.

     Lembro de um episódio: Em Lambari aos domingos me  era servido o café da manhã pela moça que trabalhava mesmo sendo o seu dia de folga. Quando eu acordava estava lá um bom café me esperando. Houve um domingo que a moça viajou. Era cedinho e ouvi alguém me chamando (pensei ainda  meio sonolenta: ninguém merece!). Vesti o robe  e fui atender ao chamado. Era a minha doce amiga Sylvia - que caminhara lá do centro da cidade, onde mora, com flores do campo em suas mãos, trazidas para presentear-me - que havia ido me preparar o café da manhã.

   Ela chegou com um lindo sorriso, entregando-me as flores, me preparou o café, me beijou, e foi embora. Como ela  já havia tomado café não quis ficar, pois ia à missa...

    Ela se foi e a emoção que senti me trouxe algumas lágrimas.

     Eu também tenho esse  jeito de fazer coisas que as outras pessoas já fizeram ou que gostariam de fazer para me sentir mais próxima delas. Corrigindo, não faço para me sentir mais próxima; sinto-me mais próxima fazendo.

        É uma sensação de prazer.

       É verdade, há muitos tipos de abraços, às vezes recebemos os que gostamos outras vezes recebemos os que gostam de nos dar.

   Há pessoas que são diferentes, que marcam diferente. E são gostadas por serem assim, como é o caso do Paulo Hecker Filho. Com tanto amor que ele tinha para dar ao Mario Quintana, acabou encontrando uma maneira de deixá-lo feliz sem sufocá-lo, sem obrigá-lo a retribuir na mesma medida. Sábio.

 

 


Publicado por Mari S Alexandre em 26/04/2015 às 11h39
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26/04/2015 11h34
Reciprocidade

     Eu também sempre fui favorável a reciprocidade como a sustentação dos relacionamentos, sejam estes quais forem. Hoje, tenho questionado sobre a reciprocidade. 


Será que sou mesmo favorável?

 

 

    Na verdade, acho que me tornei mais recíproca aos sentimentos alheios, compreendendo que cada um tem seu modo de amar, de gostar e de demonstrar o que sente. E também sua maneira de gostar de conviver.

 

 

   Nem sempre sou amada da maneira que eu gostaria de ser por quem eu amo, acreditando amar essa pessoa de um jeito especial e intenso e não ser correspondida igualmente. Levanto a questão de que, talvez, a pessoa dos meus sentimentos, quem sabe, não se sinta amada da maneira que eu penso amá-la.

 

 

 Isto se dá comigo, também, em relação aos sentimentos alheios, em geral, sentidos por mim. Talvez, quem me goste acredite que goste intensamente e eu, quem sabe, possa estar sentindo seus sentimentos como se fossem superficiais.


 

 

      “Eu só sei de que nada sei.” Atualmente, eu não sei mais nem do que eu pensava saber. Estou vivendo uma fase muito diferente de todas as que eu já vivi.

 

 

     Eu diria - quase que usei a palavra complicada para denominar a fase da qual eu estou vivendo, entretanto, eu acredito que seja mais adequada a palavra 'estranha' , no sentido de ser algo que eu jamais experenciei antes - que é uma fase nova, porque ao reler muitas das coisas que eu escrevi anteriormente, tenho me questionado se é isto mesmo o que eu penso e sinto. Sim. Estou vivendo uma fase de reavaliações de mim e das coisas ao meu redor. E, com isto, desacreditando em muitas das coisas das quais eu acreditava e questionando as que eu desacreditava se realmente devo continuar pensando e sentindo da mesma maneira sentida antes em torno delas.


 

 

 

 

   Na verdade, estou me tornando mais compreensiva com a medida do outro. Porque penso que talvez a minha medida para o outro, também não seja na proporção em que este gostaria que fosse. 
Eu ainda não cheguei, e talvez não vá chegar a uma conclusão precisa. Contudo, eu estou sempre pensando sobre as coisas que já pensei e que havia chegado a uma  - "falsa" - determinante conclusão. 
O importante é estar sempre se renovando e mantendo o mais importante que são os próprios valores. E principalmente estar “pesando” os valores.

 

 


Publicado por Mari S Alexandre em 26/04/2015 às 11h34
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