Mari  Silva Alexandre

Sou flor, Sou amor. Sou Dor, Sou amor. É nisto que me resumo.

Meu Diário
16/06/2015 08h29
Acordar de um pesadelo

Gostava de me ver adornada

pelo brilho das joias, onde nelas

refletiam sua insignificância.


Custei a entender por que havia me roubado

todas minhas joias,

As joias de uma companheira de três décadas,

A mãe dos filhos amados.

 

Dormia eu, e acordava com a mesma pergunta.

principalmente, por nunca ter ouvido uma história

em que o companheiro roubara as joias da esposa para

presentear sua amante.

 

De repente, minha mente foi  clareada,

quando descobri que para ele a mulher não tem a menor importância.

A importância está nas joias que adornam a mulher,

seja ela quem for, que o estiver acompanhando.

 

Ao caminhar ao seu lado o corpo revestido de joias,

não será notado, somente sua presença. A mulher nada significará.

Nem mesmo do rosto feminino lembrarão, pois estará ofuscado

pelas joias que desfilam em seu corpo.

 

O que importa para ele é o enxergarem como um magnata generoso, que cobre sua "dama" de ouro e prata.

 

A insignificância foi que o tornou em um marginal.

E diante dessa  visão e dessa real compreensão,

eu pude aliviar a minha dor e a dor dos meus rebentos,

que se sentem igualmente lesados e insultados

pelos seus atos insanos que primam pela criminalidade.

O que poderia eu esperar de um homem que teve, durante todos os anos de nossa vida em comum, e continua tendo, como melhor amigo  garrafas de whisky, ou  garrafas de vodka,  e um copo qualquer? 


Publicado por Mari S Alexandre em 16/06/2015 às 08h29
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