Mari  Silva Alexandre

Sou flor, Sou amor. Sou Dor, Sou amor. É nisto que me resumo.

Meu Diário
26/04/2015 11h34
Reciprocidade

     Eu também sempre fui favorável a reciprocidade como a sustentação dos relacionamentos, sejam estes quais forem. Hoje, tenho questionado sobre a reciprocidade. 


Será que sou mesmo favorável?

 

 

    Na verdade, acho que me tornei mais recíproca aos sentimentos alheios, compreendendo que cada um tem seu modo de amar, de gostar e de demonstrar o que sente. E também sua maneira de gostar de conviver.

 

 

   Nem sempre sou amada da maneira que eu gostaria de ser por quem eu amo, acreditando amar essa pessoa de um jeito especial e intenso e não ser correspondida igualmente. Levanto a questão de que, talvez, a pessoa dos meus sentimentos, quem sabe, não se sinta amada da maneira que eu penso amá-la.

 

 

 Isto se dá comigo, também, em relação aos sentimentos alheios, em geral, sentidos por mim. Talvez, quem me goste acredite que goste intensamente e eu, quem sabe, possa estar sentindo seus sentimentos como se fossem superficiais.


 

 

      “Eu só sei de que nada sei.” Atualmente, eu não sei mais nem do que eu pensava saber. Estou vivendo uma fase muito diferente de todas as que eu já vivi.

 

 

     Eu diria - quase que usei a palavra complicada para denominar a fase da qual eu estou vivendo, entretanto, eu acredito que seja mais adequada a palavra 'estranha' , no sentido de ser algo que eu jamais experenciei antes - que é uma fase nova, porque ao reler muitas das coisas que eu escrevi anteriormente, tenho me questionado se é isto mesmo o que eu penso e sinto. Sim. Estou vivendo uma fase de reavaliações de mim e das coisas ao meu redor. E, com isto, desacreditando em muitas das coisas das quais eu acreditava e questionando as que eu desacreditava se realmente devo continuar pensando e sentindo da mesma maneira sentida antes em torno delas.


 

 

 

 

   Na verdade, estou me tornando mais compreensiva com a medida do outro. Porque penso que talvez a minha medida para o outro, também não seja na proporção em que este gostaria que fosse. 
Eu ainda não cheguei, e talvez não vá chegar a uma conclusão precisa. Contudo, eu estou sempre pensando sobre as coisas que já pensei e que havia chegado a uma  - "falsa" - determinante conclusão. 
O importante é estar sempre se renovando e mantendo o mais importante que são os próprios valores. E principalmente estar “pesando” os valores.

 

 


Publicado por Mari S Alexandre em 26/04/2015 às 11h34
Copyright © 2015. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

Tela de Claude Monet
Site do Escritor criado por Recanto das Letras